Condições de trabalho no HU e remuneração da Unimed são pautas do COSEMESC

Os dirigentes do Conselho Superior das Entidades Médicas (COSEMESC) reunidos na terça-feira (13/09), na Associação Catarinense de Medicina (ACM) retomaram o debate sobre as condições de trabalho dos médicos do Hospital Universitário de Florianópolis (HU/UFSC) e discutiram sobre o novo modelo de remuneração da Unimed, entre outros.

A questão da defasagem das escalas de plantão da obstetrícia do HU foi provisoriamente resolvida com o referenciamento da unidade, estão sem solução a escala de trabalho dos radiologistas e da pediatria. Na emergência pediátrica a falta de médicos fez com que a emergência precisasse suspender os atendimentos por cinco dias. Segundo os médicos, vários colegas estão pedindo demissão e os chamados em concurso sem interesse de ingressar devido à baixa remuneração.

“Devemos buscar uma conversa com a direção para discutirmos formas de encaminhar o problema da pediatria e reforçar a importância da revisão das escalas dos radiologistas”, sugeriu o coordenador do COSEMESC e presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC), Cyro Soncini.

“Sabemos que a situação do HU é nacional e atinge as EBSERHs em todo o Brasil, mas é importante este diálogo com a direção para avaliarmos em que podemos contribuir”, acrescentou o presidente da ACM, Ademar Paes Junior.

Unimed

O vice-presidente da Unimed Santa Catarina, Sérgio Malburg Filho, explicou detalhadamente aos representantes do COSEMESC o novo modelo de remuneração da Unimed, inicialmente na área cirúrgica, que vem sendo estudado desde 2018 pela Comissão Nacional de Valorização de Honorários Médicos.

Sérgio ressaltou que a base da mudança é evitar o uso de múltiplos códigos que desequilibram as finanças nas cooperativas e entre os médicos cooperados. Afirmou que a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) está preservada tendo em vista que, de acordo com o artigo 4.5, poderá ser remunerada pelo “ato principal”. “Quando um ato cirúrgico for parte integrante de outro, valorar- se – á não o somatório do conjunto, mas apenas o ponto principal”. Também afirma que os códigos CBHPM estão todos mantidos, até por exigência da Agência Reguladora.

“É algo que estamos estudando há tempo, mas ainda precisa de revisões e ajustes. Devemos iniciar o processo por uma ou duas cooperativas menores neste ano para verificar os resultados, e sugestões poderão ser enviadas por meio das cooperativas singulares”, afirmou Sérgio.

A tabela está sendo discutida pela Comissão Nacional de Valorização dos Honorários Médicos, coordenada pela Unimed do Brasil e também por um grupo de Unimeds de Santa Catarina, coordenada pela Federação de Santa Catarina. A perspectiva para a implantação em todo o Estado é no próximo ano.

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